|
|
|
|
Um olhar de reflexão, critico e contemporâneo sobre a história do Brasil e do Rio de Janeiro pode ser lançado sobre as telas da exposição “Aimberê, Rei do Rio”. As pinturas da artista plástica Luzia Mariana são produzidas em grandes formatos provocando e instigando no encontro entre o passado e o presente.
|
|
Circuito:
Porque a opção em trabalhar com grandes formatos?
Luzia Mariana: A opção de grande formato nas telas tem o objetivo de resgatar o universo histórico através dos seus ícones principais nos levando imediatamente ao seu contexto. Abarcando a narrativa, o fio condutor é expressionista eivando todo o panorama de considerações de confronto e interrogações.O índio, o negro o europeu. Cidade construída com sangue, injustiça e erros que caracterizam a passagem dos colonizadores pelas Américas.
|
|
|
Quem foi o Aimberê?
Luzia Mariana: O personagem Aimberê, foi o único índio Tamoio que chefiou a Confederação dos Tamoios, uma rebelião anticolonialista, que marcou profundamente a história da organização indígena e a resistência ao invasor português.
Como se deu essa resistência e quais foram os reflexos?
Luzia Mariana: A resistência acontece quando os colonizadores invadem a aldeia de Uruçumirim, onde está hoje a cidade do Rio de Janeiro e ali escravizam os índios Tupinambá.
A confederação dos Tamoios é vitoriosa em muitas incursões pelos engenhos e povoados, e ameaça o poderio português. Os portugueses recorreram aos jesuítas Manuel da Nobrega e José de Anchieta para obterem trégua, mas Aimberé impõe que os índios escravizados sejam soltos, o que efetivamente ocorre, para em seguida aprisionarem centenas de outros para trabalho escravo nos Engenhos de São Vicente (SP).
A guerra volta, o rei de Portugal envia reforços com o governador geral Mem de Sá, á frente , em auxilio a Estácio de Sá. Então, a aldeia “Uruçumim”, cai de vez com a morte dos primeiros heróis brasileiros, Aimberê chefiando a Confederação dos Tamoios, que ao fim, ao cabo morreram legam a todos nos o rio carioca, o Rio de Janeiro, espoliados dos seus legítimos donos: os índios brasileiros.
|
|
|