 |
|
No dia 15 de outubro se comemora o Dia do Professor no Brasil. É o momento para se lembrar do valor da educação no engrandecimento de um povo, de se homenagear aqueles que se dedicam a esta profissão que leva para o futuro cidadão uma postura crítica diante da realidade, fazendo circular conhecimentos e estimulando a realização plena do ser ao potencializar suas habilidades. Em muitos lugares do mundo essa celebração se dá no dia 5 de outubro, referente à mesma data no ano de 1966 em que a UNESCO publicou uma “Recomendação concernente ao status dos professores”, em reconhecimento à importância da educação e do papel do professor no cumprimento dos direitos humanos básicos. Mas, em muitos países a escolha do dia recai sobre acontecimentos locais marcantes ou relativos de alguma forma a seus educadores, como na Argentina, que homenageia seus professores no dia 11 de setembro desde 1915. Nessa data, trinta anos antes, morreu Domingos Sarmiento, eminente intelectual e presidente argentino, com uma visão inovadora para sua época. Nos Estados Unidos as homenagens duram uma semana, a primeira semana de maio, e o “dia de valorização do professor” é na terça feira. No Chile é um dia após o nosso, 16 de outubro, data em que foi fundada, em 1977, a Associação dos Professores do Chile.
No Brasil a criação da data também tem sua história. Em 15 de outubro de 1827 – mais de meio século depois que Pombal expulsou os jesuítas, os primeiros educadores do Brasil - D. Pedro I decretou que toda vila ou cidade com uma população relevante criasse as primeiras escolas primárias do Brasil, as então chamadas “Escolas de Primeiras Letras”. O currículo para meninos e meninas era um pouco diferente, uma vez que elas, em vez de geometria, estudavam prendas domésticas, ao passo que as demais matérias eram comuns. Infelizmente, o decreto virou letra morta e pode-se dizer que, no período imperial, a educação não foi prioridade dos governos. Mesmo sabendo-se que D. Pedro II declarou, certa vez, que preferia ter sido “mestre-escola”, ao invés de imperador. Cento e vinte anos mais tarde, em 1947, o professor paulista Salomão Becker sugeriu que o dia 15/10 virasse feriado escolar para ser um momento de reflexão pedagógica, lembrando que na sua infância alunos e professores de sua escola costumavam trazer doces nesse dia numa pequena confraternização. Divulgada pelos jornais nos anos seguintes, a idéia foi copiada por outras escolas até que, em 1963, por decreto federal, tornou-se uma data nacional oficial. Em seu Art.3, definia-se a essência e razão do feriado: "Para comemorar condignamente o Dia do Professor, os estabelecimentos de ensino farão promover solenidades, em que se enalteça a função do mestre na sociedade moderna, fazendo participar os alunos e as famílias". Além das comemorações, os professores têm décadas de lutas e esforços em prol de melhorias no exercício da profissão.
Os bairros da região do Largo do Machado – Flamengo, Catete, Glória, Laranjeiras e Cosme Velho – abrigam inúmeras escolas, públicas e privadas, todas elas com suas características e histórias. Seguem algumas delas.
Colégio Franco-Brasileiro – Foi fundado em 1915 por Alexandre Brignole, na época em que o poeta francês Paul Claudel era uma espécie de embaixador no Brasil. Sempre se pautou pelos objetivos da excelência do ensino e do estreitamento dos laços entre o Brasil e a França. Hoje, no endereço da Rua das Laranjeiras, funciona a seção brasileira da escola e há aproximadamente 30 anos a seção francesa passou a se situar num prédio à Rua Pereira da Silva, também em Laranjeiras.
Colégio Estadual Amaro Cavalcanti – São quase 140 anos de existência, desde que o imperador D. Pedro II doou a verba que seria utilizada para uma estátua em sua homenagem (pela vitória do Brasil na Guerra do Paraguai), direcionando-a para a construção de oito escolas. Desse total, apenas seis subsistem, sendo a antiga Escola Municipal José de Alencar, hoje C. E. Amaro Cavalcanti, uma delas. Abriga atualmente cerca de 3000 alunos, para quem é oferecido o ensino médio de formação geral.
Colégio Zaccaria – administrado por padres barnabitas, essa escola se localiza na Rua do Catete, próxima ao Museu da República, onde funcionou até 1960 o Palácio presidencial. Um endereço que testemunhou muitos episódios da nossa história. O prédio atual data dos anos 30, pois desde a sua fundação – há 102 anos - o colégio vem crescendo, e no momento conta com mais de mil alunos.
Escola Municipal Alfredo Barth – situada na Av. Oswaldo Cruz, quase chegando à Praia de Botafogo, a escola foi projetada em 1906 por Francisco de Souza Aguiar, no mesmo ano em que o engenheiro assumiu a prefeitura do Rio de Janeiro, sucedendo a Pereira Passos. Na sua construção foram utilizadas verbas doadas por um suíço, o qual dá nome à escola. No primeiro governo Vargas deixou de ser escola e passou a funcionar como tribunal de segurança nacional, mas em 1946 retomou as atividades educacionais. O prédio mantém suas características originais, embora tenha passado por uma reforma há mais ou menos cinco anos.
Poderíamos citar muitas outras escolas, mas por ora, vamos ficar por aqui. |
|
|
|
|