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IMPLANTES
DENTAIS
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BRUNO
GILHO
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A partir da edição
nº 36 o Prof. Bruno Gilho, que é Especialista e Mestre em Implantodontia
vem nos contando tudo sobre implantes dentais e tirar algumas dúvidas através do e-mail:
brunogilho@circuitolargodomachado.com.br
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O que são os implantes dentais
Os implantes dentais são umas raízes artificiais que se colocam (implantam) no osso mandibular ou maxilar, criando uma base sólida sobre a qual se podem efetuar tanto restaurações de dentes individuais, como próteses parciais ou totais, e funcionam de forma exatamente igual aos nossos dentes naturais.
Os implantes dentais nos permitirão mastigar com total comodidade, sorrir e falar com a mesma segurança que com nossos próprios dentes.
O seu dentista ou cirurgião maxilo-facial poderá dar informações completas da sua situação particular e lhe ajudará a decidir se os implantes dentais serão sua solução.
Que tipo de material se utiliza para os implantes dentais?
Ao longo da história da odontologia e da medicina, são muitos os materiais que se vem utilizando. Na atualidade são apenas dois os que se consideram válidos: o titânio puro e o titânio recoberto com hidroxiapatita.
Por que o titânio?
São inumeráveis os estudos que dispomos hoje em dia
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demonstrando que o titânio é o biomaterial por excelência, dado seu excelente grau de biocompatibilidade com o organismo humano. Além disso, o titânio se osseointegra com o tecido ósseo, produzindo o que poderíamos denominar uma soldadura biológica entre o osso vivo e o titânio. Também sabemos que é o material que melhor responde com o passar dos anos. Há estudos com mais de
30 anos que demonstram como as próteses sobre implante de titânio se manifestaram estáveis com o passar do tempo. Tudo isto faz com que o titânio seja o nosso material de eleição.
O que é a osseointegração?
Se tem demonstrado que, sob condições cuidadosamente controladas, se pode integrar o titânio com osso vivo, com um alto grau de previsibilidade, e sem inflamação dos tecidos moles que o rodeiam. A esta íntima união das células ósseas com a superfície do titânio é o que se denomina osseointegração. (O osso aceita o titânio como se na realidade formasse parte da estrutura do próprio organismo, produzindo desta forma uma soldadura biológica e crescendo ao seu redor).
Continua na próxima edição.
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Que
finalidade têm os implantes?
1.- Função e estética.
2.- Frear a reabsorção óssea.
3.- Diminuir a sobrecarga dos dentes remanescentes.
1.- Função e estética.
Substituir as dentaduras removíveis (de pôr
e tirar) por dentes fixos, melhorando a função e a estética
simultaneamente; ou servir de encaixe para este tipo de dentaduras,
aumentando de forma notável sua estabilidade.
Repor dentes ausentes sem necessidade de tocar nos dentes naturais,
permitindo-nos mastigar com total segurança.
2.- Frear a reabsorção óssea.
O que é uma reabsorção óssea?
Por que se produz?
Quando perdemos uma peça dentária ou
todas da boca, independente da causa que provoque a perda (cáries,
doença periodontal, traumatismo...), se inicia um processo de
reabsorção óssea ou, para compreendermos melhor, de atrofia óssea.
A função do osso maxilar e do mandibular é sustentar as peças
dentárias para permitir a mastigação. Quando estas se perdem, se
inicia um processo de reabsorção óssea que se vai acelerando na
maioria dos casos pela pressão das próteses removíveis (tira e põe),
produzindo-se em algumas ocasiões tamanhas reabsorções que tornam
quase impossível tolerar uma prótese removível tradicional.
As conseqüências estéticas e funcionais
podem ser dramáticas.
Com os implantes não apenas repomos os
dentes perdidos, restaurando a função e a estética, como ao
implantarmos estas raízes artificiais também iremos frear ou
inclusive deter esta reabsorção óssea. Nos maxilares, ao
receberem novamente o estímulo da mastigação, se produz um
processo de osteocondensação ou ossificação ao redor dos
implantes, detendo a reabsorção óssea e também podendo induzir
à formação de osso ao redor deles.
Hoje em dia, dispomos de técnicas
regenerativas de osso e enxertos, que nos resultam em muitos casos
de enorme utilidade.
Podemos conseguir que cresça osso ao redor
dos implantes chegando a cobri-los de forma parcial. A esta técnica
se denomina regeneração óssea guiada. Como conclusão diremos que
com os implantes podemos deter este processo de reabsorção que
tantos problemas funcionais e psicológicos nos podem provocar:
3.- Diminuir a sobrecarga das peças
remanescentes.
Uma boca é como um edifício.
Os dentes são como as colunas deste templo
grego. Se fôssemos tirando as remanescentes teriam que suportar
todo o peso do edifício, podendo chegar um momento que o teto iria
abaixo. Na boca sucede o mesmo: ao ir perdendo as peças dentárias,
as que restam têm que suportar todas as forças da mastigação,
sofrendo uma importante sobrecarga e portanto encurtando sua vida.
Fases de um tratamento tradicional de
implantes
1.- Exame e diagnóstico:
Exploração:
- Bucal.
- História clínica.
Estudo radiográfico.
Provas complementares.
· Modelos de estudo
· Encerramentos diagnósticos
2.- Cirurgia
- Primeira fase cirúrgica
- Segunda fase cirúrgica
3.- Elaboração da prótese e sua colocação.
4.- Controles periódicos. Manutenção.
Plano de Tratamento
1.- Exame e diagnóstico
Exploração:
- Bucal.
- História clínica
Estudo radiográfico.
Provas complementares.
Quando visitar o seu dentista pela primeira vez para
falar da possibilidade de uma terapia mediante implantes, será
feita uma história clínica e uma exploração exaustiva da sua
boca. Serão feitas Radiografias de modo que o dentista possa
determinar o tipo, quantidade e situação do osso disponível. Na
maioria dos casos uma radiografia panorâmica é indispensável;
este estudo se pode completar com um T.A.C. (tomografia axial
computadorizada, Escaner). Seu dentista empregará em cada caso as técnicas
diagnósticas que considere adequadas.
A tiragem de modelos da sua boca nos dará
informações de grande valor.O seu especialista decidirá a
necessidade de fazer exames complementares como um estudo analítico
pré-operatório, etc... |
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2.-
Cirurgia.
Com todos estes exames seu especialista
estará avaliando se você é um candidato ideal para o tratamento
com implantes e que tipo de terapia será a mais adequada para o seu
caso concreto.
O tratamento cirúrgico consta
habitualmente de duas fases, embora em algumas situações possa
realizar-se em apenas uma. Para simplificar as coisas explicaremos
de que consta um tratamento tradicional em duas fases.
A cirurgia pode se realizar no consultório
do seu dentista, com anestesia local e talvez com sedação. Também
pode se realizar em um hospital com anestesia geral. Se for
realizada em um hospital, precisará de permanência durante uma
noite depois da intervenção.
O campo onde se realizar a cirurgia será estéril
* Primeira fase cirúrgica
Nesta primeira intervenção é quando se
colocam os implantes dentro do osso maxilar ou mandibular. A duração
da intervenção é de uma hora a hora e meia, dependendo do número
de fixações.
Estas permanecerão enterradas no osso e
cobertas pela gengiva durante toda a fase de osseointegração. Este
período vem a durar de 6 a 7 meses no maxilar superior e de 3 a 4
meses na mandíbula.
O pós-operatório não é doloroso, no dia
seguinte ao da intervenção aparecerá com o rosto levemente
inflamado e em alguns casos com um hematoma na zona da intervenção
que durará 4 ou 5 dias. No interior da boca também estará
inflamada a área da incisão.
É de suma importância que nesta fase pós-operatória
siga ao pé da letra todas as instruções do cirurgião:
- Tomar à medicação.
- Colocar gelo na zona da intervenção pela parte externa da face.
- Dieta líquida ou branda segundo sua situação particular.
- Não fazer esportes esses dias...
Como vemos, todas estas indicações são
muito razoáveis, porém se tiver qualquer dúvida ou perante
qualquer situação que lhe pareça anômala, ponha-se sem falta em
contacto com seu dentista.
Os pontos serão retirados, no caso
de não serem reabsorvíveis, aos 7 ou 10 dias.
A prótese. Se você tem uma prótese
mucossuportada removível (tirar e pôr), esta deverá ser
modificada pelo seu dentista, colocando um material flexível para não
sobrecarregar os implantes.
Em qualquer caso, é mais recomendado que não
utilize estas próteses durante os 10 dias seguintes à intervenção,
porém este aspecto é totalmente pessoal, todos os casos são
diferentes.
Habitualmente, nos 2 ou 3 dias depois de
uma intervenção, você poderá integrar-se na sua vida normal se
se tratar de uma prótese total, ou se a intervenção for para
colocar uma prótese parcial, no dia seguinte estará fazendo vida
normal, ou até mesmo na mesma tarde.
Aos 15 dias o habitual é que não fique o
mínimo incômodo e que você se esqueça de todo. Se tem uma prótese
removível é muito importante para o êxito da osseointegração
que não sobrecarregue esta zona com alimentos muito duros , ou se
tem o hábito de apertar os dentes, seu dentista lhe dará instruções
concretas. Se nesta fase notar alguma parte dos implantes exposta não
se alarme, não tem nenhuma importância, porém consulte seu
dentista ou cirurgião.
* Segunda fase cirúrgica.
Como já temos comentado, aos 3 ou 4 meses
na mandíbula e 6 ou 7 meses no maxilar superior, podemos começar a
segunda fase. Neste tempo os implantes irão se integrando e o
habitual é que não tenha havido nenhum incômodo. Esta segunda
intervenção é mínima e consiste em fazer uma pequena abertura na
gengiva para conectar os implantes, que estão dentro do osso e
cobertos pela gengiva, com a cavidade oral. Aparafusamos ao implante
um componente de titânio que se denomina trans-epitelial de
cicatrização. Como seu nome indica irá unido ao implante
atravessando o epitélio (gengiva). Esta intervenção se realiza
sempre com anestesia local em nosso consultório. Em algumas ocasiões
será necessário dar uns pontos de sutura. A operação é simples
e podemos integrar-nos imediatamente na nossa atividade diária. A
duração normalmente é inferior a uma hora, dependendo do número
de implantes a conectar. Segundo o caso, seu especialista lhe
receitará a medicação que deve tomar. Geralmente se trata de uma
pequena intervenção que não nos obriga a alterar nosso ritmo de
vida. |
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Uma radiografia será também necessária para comprovar o perfeito estado dos implantes e o correto ajuste dos componentes. Os pontos serão retirados aos 5 ou 7 dias no caso de haverem sido necessários. O tempo que transcorre entre esta fase e a colocação da prótese varia dependendo do caso: se é uma prótese parcial, total, estado da gengiva...
Habitualmente, em curto período de tempo, ao redor dos 15 dias, seu dentista poderá começar a confecção de sua prótese provisória (em alguns casos poderá ser colocada imediatamente).
3.- Elaboração da prótese e sua colocação.
Esta etapa é a que poderá sofrer maiores variações, dependendo do tipo de tratamento que necessite. Toda esta fase normalmente se realizará sem anestesia, o que quer dizer que não é em absoluto dolorosa. Seu dentista desmontará os transepiteliais de cicatrização e os substituirá por componentes que considere oportunos. (Existe uma grande variedade, dependendo do tipo de prótese a realizar). Também lhe terá que fazer moldagens (medidas), para o que conectará os componentes que se denominam copings de moldagem. Tudo isto com a finalidade de obter uns modelos de gesso que serão uma cópia exata de sua situação bucal. Estes modelos se montam em aparelhos denominados articuladores, que reproduzem exatamente seus movimentos mandibulares. Neste momento, o dentista e seus técnicos de laboratório começarão a confecção da prótese definitiva. Em muitos casos se fará uma prótese provisória para restaurar a função e a estética o mais cedo possível, e poder estudar seu sorriso.
Estas dentaduras provisórias servirão de guia para se realizar as definitivas.
A fixação da prótese na boca poderá ser:
- aparafusada.
- cimentada.
- fixa-removível (por meio de clips e outros sistemas de retenção).
A possibilidade de desmontar a prótese nas revisões é uma grande vantagem para uma correta manutenção (dependendo de cada caso). Além disso,recordemos que com este tipo de tratamento o que perseguimos é recuperar a função e a estética, e que o resultado seja definitivo. |
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4.- Controles periódicos. Manutenção.
Uma vez terminado o tratamento já pode comprovar as vantagens que lhe trouxeram os implantes, portanto você é o maior interessado em que o resultado seja muito duradouro. Este é o momento em que sua colaboração é definitiva. Uma correta escovação diária e acudir às revisões periódicas é fundamental. O êxito do tratamento (com o passar dos anos) depende em grande parte de que este ponto se cumpra.
Seu dentista é o primeiro interessado em que tudo funcione bem. Porém, lembre-se, não é o único. Necessitará sua colaboração diária com a higiene. Se notar qualquer anomalia em sua prótese (ruptura de algum fragmento, afrouxamento, mínima mobilidade), não duvide em recorrer ao seu especialista imediatamente. |
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A caderneta de manutenção que lhe entregarão tem várias finalidades:
- Dados técnicos sobre o tipo de prótese que você porta.
- A data da sua última visita e da próxima revisão. |
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Sou um bom candidato?
Sou um candidato ideal?
Se sua resposta é afirmativa a alguma das seguintes perguntas, você pode considerar-se um candidato ideal para ser tratado com implantes.
Faltam todos os seus dentes ou algum deles?
Tem dificuldades com sua dentadura removível, porque ela lhe incomoda, machuca ou em geral Lhe molesta ter que usar algo de tirar e pôr em sua boca?
Se sente inseguro com seu sorriso?
Possui um defeito oral congênito ou lhe falta alguma parte da sua boca devido a um traumatismo ou a uma cirurgia?
Há quantos anos não pode comer um bom churrasco? A idade não é um fator determinante na hora de ser candidato a uns implantes, porém é recomendado não colocá-los antes dos 15-16 anos, até que o crescimento maxilar se tenha completado. Os pacientes totalmente desdentados com idade avançada são os que mais vão apreciar as vantagens da implantologia.
A quantidade e qualidade de seu osso maxilar serão alguns dos parâmetros que seu dentista deverá estudar.
Quem não é um bom candidato para implantes?
• São muito poucas as contraindicações que tem este tipo de tratamento:
• Doenças sistemáticas graves, leucemia...
• Pacientes com câncer que estão sendo tratados com radioterapia ou quimioterapia, ate que termine o tratamento e seu médico indique que se pode intervir.
• Diabetes não controladas: um paciente diabético sempre está mais exposto a infecções, pelo que deverá ser consciente da sua enfermidade e ter um correto acompanhamento. Se está controlada deverá extremar os cuidados pós-operatórios e não tem porque ter problemas para ser implantado.
• Pacientes psiquiátricos.
• Crianças ou jovens até que terminem seu desenvolvimento (15-16 anos).
• Durante a gravidez, cremos razoável esperar que a fritura mãe dê à luz.
• Fumador de 1 a 2 maços de tabaco.
Como podem ver, são situações especiais.
Consideramos importante que qualquer pessoa que queira receber um tratamento com implantes tenha presente que suas próteses precisarão uns cuidados que não deve esquecer higiene e revisões periódicas.
Que benefícios me trariam os implantes?
Os implantes podem repor a perda de um dente natural, sem a necessidade de desgastar os dentes adjacentes para a preparação de uma ponte.
Em muitos casos se podem colocar implantes para suportar uma prótese fixa e assim evitar ter que utilizar próteses removíveis.
Devido ao fato das pontes permanecerem firmes em sua posição, não criam situações tão comuns como irritação das gengivas e a dor causadas pelas próteses removíveis parciais ou totais.
Além disso, como já temos comentado, uma das vantagens dos implantes é evitar a sobrecarga dos dentes remanescentes, aumentando o número de pilares; desta forma, não só nossas próteses, como também nossos dentes sofrerão menos sobrecarga e portanto sua vida será mais longa.
Se você é um desdentado total, pode deixar de sê-lo, melhorando sua qualidade de vida de forma espetacular.
Em algumas ocasiões, é preferível uma prótese removível fixada a implantes do que uma prótese fixa, para poder manter uma correta higiene ou para repor a estética se a reabsorção óssea for extrema.
Perguntas
- É um tratamento doloroso?
- Quanto tempo dura o tratamento?
- Existe rejeição?
- O que acontece se um implante fracassa?
- São para toda vida?
- É caro um tratamento deste tipo?
1.- É um tratamento doloroso?
Não. Apesar do medo ancestral ao dentista, hoje em dia a população em geral é consciente que o dentista não faz doer. Embora não seja menos certo que a visita a nossas consultas não é o mais divertido que iremos fazer nesse dia.
Um tratamento com implantes exige uma pequena intervenção cirúrgica, porém as dores que isto pode ocasionar são perfeitamente controláveis. No geral as tais dores não serão maiores que as produzidas pela extração de um molar. |
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Continua
na próxima edição |
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